20 de fev. de 2006
17 de fev. de 2006
.Estrambotismos Surreais.
HuHuHu
Hj estou muito melhor, tenho novas visões para o futuro...
Os horizontes estão se expandindo, as perspectivas de uma vida melhor no futuro
aumentaram...
Já sinto até vontade de estudar, trabalhar, lutar por algo que eu quero, ir adiante,
com a cabeça erguida!!
Viver freneticamente cada segundo.
Se não posso controlar o fim, então vou controlar os meios...
Vou fazer o que eu quero e como eu quero
E o que eu quero agora é correr atras do prejuízo, refazer o que eu fiz errado, e
fazer o que eu ainda nao tinha feito...
[Eu to feliz, eu to feliz..
[Eu to alto astral...
[To sorrindo atoa, curtindo numa boa...
[Vou liberar 'geral'...
o.O
Ops!!
=]
Agora chega de ilusões...
Tenho que enfrentar a realidade...
=/
.
3 de fev. de 2006
""As Brigas Que Perdi...""
Ela se levantou da cadeira, levou a mão ao rosto da outra, sem pudor ou piedade. Aquela, ofendida, agredida, revidou com violência. Um copo ao alcance da mão da primeira e o golpe foi certeiro. Na parede. Os cacos se misturam com os pés, que revelavam o sangue e a sujeira de um dia inteiro. O ódio pairava no ar, entre fios emaranhados de cabelos negros e loiros. Gritos ecoavam nas paredes frias, úmidas. Palavrões das piores espécies, nomes que machucam. Gritos que podem matar. Ou aleijar. Mãos voavam entres rangidos de dentes, entre os uivos de crueldade. As unhas saíram de dentro da epiderme. Os cabelos se separaram com dificuldade. Negros de um lado. Loiros de outro. Um racismo inconsciente. Outro copo ao alcance da mão. Mais cacos na parede. No chão, mais sangue. E mais ódio no ar. Olhos arregalados de crianças esquecidas no canto da sala. Choro. Lágrimas doloridas. Gritos desesperados. Medo infantil. A raiva ainda enche os pulmões ofegantes, e os rostos se escondem embaixo de fios revoltos. Loiros. Negros. Marrons. Vermelho no chão, nas mãos, no rosto assustado das crianças. A platéia.
Então me veio a cena na cabeça: duas mulheres enlouquecidas, brigando, ensangüentadas, uivando e gritando dentro de uma gaiola pequena. Enquanto crianças sorridentes, e de olhinhos brilhantes, aplaudem e jogam doces e moedas. Enquanto o sangue espirra. Uma delas cai. Fraca. Pálida. E a outra bufa. Respira ódio. Ri sarcasticamente. Ri de si mesma. Ri da outra. Ri do mundo. E das crianças pervertidas que o habitam. E ri mais ainda quando se lembra daquele que morreu na cruz. Aquele que se matou por episódios como esse. Que se matou por puro masoquismo.
Um grito me faz voltar a mim. Foi um longo devaneio. Elas estão separadas. Um lago de sangue, cacos, sujeira e raiva as separam. Uma delas chora. Aproveita o momento e chora toda a sua vida. Todo o sofrimento do mundo. Todo o sofrimento dos seus olhos. Foge desesperadamente, enquanto a outra ri. Não sei do que ela ri. Talvez ela tenha algum motivo. Talvez a vitória sobre a outra. Talvez a raiva ou a revolta. Não sei. Mas me pareceu muito familiar aquele sorriso.
Mauro Filho
[Baseado em fatos reais]
30 de jan. de 2006
.Sonhos De Uma Vida Perdida.
Pontos de choque e encontros
Encontro de sentimentos
Encontro de almas
O escuro ameniza a dor
Esconde a vergonha
Retira do alcance dos olhos
O que esta ao alcance das mãos
Da boca
O que esta longe demais do coração
Sonhos de uma vida perdida
Em lapsos de memória
Detalhes obscuros
Duvida
Será mesmo real a dor que eu sinto?
Ou será que eu sou uma extensão da minha dor?
A tristeza é minha?
Ou eu sou da tristeza?
Novas duvidas
Velhos sentimentos.
Acho que eu preciso de Álcool.
Mauro Filho
.Sonhos De Uma Vida Perdida.
Pontos de choque e encontros
Encontro de sentimentos
Encontro de almas
O escuro ameniza a dor
Esconde a vergonha
Retira do alcance dos olhos
O que esta ao alcance das mãos
Da boca
O que esta longe demais do coração
Sonhos de uma vida perdida
Em lapsos de memória
Detalhes obscuros
Duvida
Será mesmo real a dor que eu sinto?
Ou será eu sou uma extensão da minha dor?
A tristeza é minha?
Ou eu sou da tristeza?
Novas duvidas
Velhos sentimentos.
Acho que eu preciso de Álcool.
Mauro Filho
24 de jan. de 2006
.Azul Cor De Sangue.
A luz do sol bateu na janela, passou pelas cortinas, tocou seus olhos. De tanto insistir, acabou por acordá-lo. Ele espreguiçou-se, viu suas mãos, e estavam azuis. Merda! Será que estourou alguma caneta? Ou derramou tinta? Levantou e foi para o banheiro, olhou no espelho e seu rosto também estava azul. Assustou-se. Levantou a camisa e sua barriga também estava azul. Pegou o sabonete e ligou a torneira da pia. A água estava fria. Esfregou com força as mãos, mas a tinta não saía. Tirou a roupa e viu que estava todo azul. Todo. Não conseguia pensar. Não tinha lógica. Os lençóis estavam limpos. Brancos. Ele também estava branco à noite, quando foi se deitar.
Seria um sonho? Um sonho. Não. Se fosse um sonho ele saberia. Ou não. Ligou o chuveiro e deixou a água quente resolver o problema. Lavou bem o rosto. Poderia estar dormindo ainda. Tentou não pensar em nada. Fechou os olhos e sentiu a água quente. O coração que batia. O ar que entrava. O pênis que crescia. Abriu os olhos num sobressalto. O pênis. Ficou com medo de olhar. Sua única arma. Seu taco. Cacete. Caralho. Ele olhou e estava lá. Azul. Desesperou-se. Não estava dormindo. Menos ainda sonhando. Que loucura era aquela? O que tinha acontecido?
Pensou em chamar um médico. Mas o que dizer? “Doutor, estou com um problema: meu pau esta azul!” ridículo. Não poderia se expor desta forma. O que diriam? O que fariam? Seu trabalho. Sua faculdade. O sonho de estudar no exterior. Quem estudaria com alguém azul? Quem empregaria um homem azul? Quem aceitaria um homem azul?
Lembrou de sua mãe. Sua família. As pessoas com quem se relacionou. Pensou que ficaria famoso. Que seria estudado. Talvez a NASA se interessasse. Talvez não. Mesmo se ela se interessar, não seria um macaco enjaulado. Um rato azul de laboratório. Não.
Parou. Respirou. Pensou. E foi se olhar no espelho. Sou rosto era azul. Tanto quanto o céu. Ou ate mais. Não conseguia mais pensar. Saiu nu do banheiro, pegou uma vodka no frigobar e deu um trago no gargalo mesmo. Se a medicina não explica e Cristo não cura, o Álcool lava. Já no meio da garrafa (na verdade quase no fim) ele teve uma infeliz idéia. Pegou uma agulha e espetou o dedo. Surgiu, quase imperceptível, um tom de azul, visivelmente mais escuro. Cresceu numa espécie de bolha, se arredondou e caiu. Azul. O desespero tomou conta dele. Pegou uma faca. A mais afiada. Fez um corte no braço, e o sangue escorreu azul. E então fez outro. E mais outro. E outro. Azul. Azul. Sempre azul. E seu corpo sangrava. Sorveu os últimos dedos de vodka pura. Fez um ultimo corte e perdeu os sentidos.
Seu corpo foi encontrado duas semanas depois. Uma vizinha reclamou do cheiro de carniça. Quem viu o corpo disse que estava branco. Como a própria morte, branco. A palidez de meses sem um contato com o sol. Meses de uma vida noturna e insana. Anos. Os lençóis brancos estavam marrons, bem escuros. Cor de sangue vermelho coagulado e seco. De muitos dias...
.Azul Cor De Sangue.
A luz do sol bateu na janela, passou pelas cortinas, tocou seus olhos. De tanto insistir, acabou por acordá-lo. Ele espreguiçou-se, viu suas mãos, e estavam azuis. Merda! Será que estourou alguma caneta? Ou derramou tinta? Levantou e foi para o banheiro, olhou no espelho e seu rosto também estava azul. Assustou-se. Levantou a camisa e sua barriga também estava azul. Pegou o sabonete e ligou a torneira da pia. A água estava fria. Esfregou com força as mãos, mas a tinta não saía. Tirou a roupa e viu que estava todo azul. Todo. Não conseguia pensar. Não tinha lógica. Os lençóis estavam limpos. Brancos. Ele também estava branco à noite, quando foi se deitar.
Seria um sonho? Um sonho. Não. Se fosse um sonho ele saberia. Ou não. Ligou o chuveiro e deixou a água quente resolver o problema. Lavou bem o rosto. Poderia estar dormindo ainda. Tentou não pensar em nada. Fechou os olhos e sentiu a água quente. O coração que batia. O ar que entrava. O pênis que crescia. Abriu os olhos num sobressalto. O pênis. Ficou com medo de olhar. Sua única arma. Seu taco. Cacete. Caralho. Ele olhou e estava lá. Azul. Desesperou-se. Não estava dormindo. Menos ainda sonhando. Que loucura era aquela? O que tinha acontecido?
Pensou em chamar um médico. Mas o que dizer? “Doutor, estou com um problema: meu pau esta azul!” ridículo. Não poderia se expor desta forma. O que diriam? O que fariam? Seu trabalho. Sua faculdade. O sonho de estudar no exterior. Quem estudaria com alguém azul? Quem empregaria um homem azul? Quem aceitaria um homem azul?
Lembrou de sua mãe. Sua família. As pessoas com quem se relacionou. Pensou que ficaria famoso. Que seria estudado. Talvez a NASA se interessasse. Talvez não. Mesmo se ela se interessar, não seria um macaco enjaulado. Um rato azul de laboratório. Não.
Parou. Respirou. Pensou. E foi se olhar no espelho. Sou rosto era azul. Tanto quanto o céu. Ou ate mais. Não conseguia mais pensar. Saiu nu do banheiro, pegou uma vodka no frigobar e deu um trago no gargalo mesmo. Se a medicina não explica e Cristo não cura, o Álcool lava. Já no meio da garrafa (na verdade quase no fim) ele teve uma infeliz idéia. Pegou uma agulha e espetou o dedo. Surgiu, quase imperceptível, um tom de azul, visivelmente mais escuro. Cresceu numa espécie de bolha, se arredondou e caiu. Azul. O desespero tomou conta dele. Pegou uma faca. A mais afiada. Fez um corte no braço, e o sangue escorreu azul. E então fez outro. E mais outro. E outro. Azul. Azul. Sempre azul. E seu corpo sangrava. Sorveu os últimos dedos de vodka pura. Fez um ultimo corte e perdeu os sentidos.
Seu corpo foi encontrado duas semanas depois. Uma vizinha reclamou do cheiro de carniça. Quem viu o corpo disse que estava branco. Como a própria morte, branco. A palidez de meses sem um contato com o sol. Meses de uma vida noturna e insana. Anos. Os lençóis brancos estavam marrons, bem escuros. Cor de sangue vermelho coagulado e seco. De muitos dias...
18 de jan. de 2006
Primeiro Blog...
É, primeiro blog, nao sei o q escrever, e ainda to com raiva.
Ontem eu fiz um blog, escrevi altos entretenimentos, altas viajens... e ae sumiu!
Sumiu! o blog, o texto, o sentimento, a inspiração, sumiu tudo!
Soh não sumiu a lembrança linda do meu fim de semana! Isso vai morrer comigo, e ninguem, nem os donos deste blogger, poderão dar sumiço nessa lembrança...
É isso. Hj n tenho mto o q flar, to meio sem graça...
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